Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

(quase) tudo sobre cortejo

 

 

Ao perguntarmos a qualquer homem se este costuma dar o primeiro passo no processo de cortejo, ele dirá invariavelmente “sim” e que todos os homens o fazem. E não seria de esperar outra coisa pois como qualquer homem que se preze está, obviamente, a mentir. Todos os estudos efectuados sobre cortejo mostram-nos que em 90% dos casos são as mulheres que tomam a iniciativa. Sobretudo, a mulher fá-lo enviando uma série de sinais subtis de olhos, de corpo e faciais ao homem escolhido. O qual, se for suficientemente perspicaz para os captar, lhes responderá. Há homens que abordam as mulheres em bares ou discotecas sem receberem uma luz verde mas, embora alguns destes consigam encontrar parceiras, a sua taxa global de sucesso é baixa pelo facto de, à partida, não terem sido “convidados”. Ou seja, estão simplesmente a jogar com as probabilidades, atirando o barro à parede. Nestes casos, quando um homem detecta que a sua abordagem será mal sucedida, é provável que finja que veio falar com ela de outras coisas, utilizando deixas pirosas como: “ – Não trabalha naquele sítio coiso e tal que fica ali ao pé daquela cena?”. Enfim, limita-se a recorrer aos clássicos mais rebuscados sempre que se sente pressionado. Para ser bem sucedido no cortejo, crê-se que um homem precise de abordar – ou chatear – pelo menos umas dez mulheres até conseguir ter dois dedos de conversa com apenas uma. Qualquer homem que atravesse a pista de dança para se meter com uma mulher, em geral, fá-lo por solicitação dela, depois de esta lhe acenar como se estivesse a chamar um táxi. Contudo, ele está confiante que teve a iniciativa só porque se desloca na sua direcção.
 
As mulheres fazem-no de forma tão subtil que os pobres coitados convencem-se que estão a conduzir todo o processo. No cortejo, a maior parte das vezes, são as mulheres que tocam a música enquanto os homens dançam. Estes têm dificuldade em interpretar os indicadores sofistas lançados pela linguagem corporal feminina. Os homens quase não distinguem um sorriso escarnecido dum sorriso com interesse sexual. Isso acontece porque possuem dez a vinte vezes mais testosterona do que elas, o que os faz encarar o mundo sempre em termos de sexo. Muito ou pouco, entenda-se. Por outro lado, quando as mulheres escolhem um possível parceiro, enviam-lhe alguns sinais de cortejo astutos e frequentemente enganadores – com intuito de avaliar se vale a pena “persegui-los”. Uma mulher precisa – em média – lançar um olhar prolongado por três vezes, antes do homem típico se aperceber do que está a acontecer. A todo este processo chamamos de flirt, que inclui ainda alguns sorrisos fugazes cujo objectivo é dar sinal verde para ele poder avançar. Se isso não bastar, as mulheres recorrem-se de outros subterfúgios: endireitam as costas realçando as mamas; cruzam as pernas exibindo os tornozelos; inclinam a cabeça expondo os ombros; e dão piparotes no cabelo revelando suas mãos. Ao enviarem sinais ambíguos e erráticos, nos primeiros instantes, logo após os conhecerem, conseguem assim manipulá-los, obrigando-os a mostrar o jogo. Algo que os deixa verdadeiramente confusos porque – para muitos homens – quando uma senhora diz “não” quer dizer talvez; quando diz “talvez” quer dizer sim; mas quando diz “sim” deixa imediatamente de ser uma senhora (!)
 
Um abraço...
shakermaker
 
(quase) tudo sobre lisonja

 

para ver: The Human Contract » Paz Vega
para ouvir: (Get Off Your) High Horse Lady de Oasis em Dig Out Your Soul
blogjob por shakermaker às 00:00

ISOLAR POST | RECOLHER POST
De blayer a 25 de Julho de 2009 às 23:15
Eu curiosamente gosto de deixar os meus olhares lascivos em lugares publicos.
Seria bom era encontrá-los depois bem aconchegados num aprazível leito femenino, e não em (muito pouco) convicentes travistis/culturistas, onde normalmente (por alguma estranha razão) afirmam trem-nos "encontrado".

PS: Um culturista, mesmo usando um maillot e tiara, continua a ser supreendentemente forte nos braços
De http://shakermaker.blogs.sapo.pt a 27 de Julho de 2009 às 20:02
Ora viva!

Oh blayer, eu de culturistas não percebo muito mas fica sabendo que os drag-queens têm cá uns abdominais!

São tudo coisas que oiço dizer, claro está...

Um abraço...
shakermaker
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