Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

azul

 

Devias acordar e sentir-te como se nem tivesses adormecido, espreguiçando o corpo enquanto esfregas os teus olhos azuis. Se estivesses acordado podias ter-me encontrado aos pés da tua cama mas deixaste o cansaço vencer e assim perdeste a oportunidade de me ver. Eu sou do tipo de azul que não se mistura com outras cores, deixo em tudo a minha marca e parto sem sequer deixar rasto. Que posso eu fazer?

Talvez seja um pouco tímida mas perante ti quem é que não é…

Dum azul como tu.

 

Agora tens o mar dentro do teu quarto e o céu para te proteger.

Mas, sabes,  eu não me consigo conter de voltar aqui outra vez.

 

Era bom que te sentisses perdido e necessitado de companhia, podias deitar-te nos meus lençóis de tons azulados. Se ao menos soubesses o que sinto por ti, talvez ficasses também azulado por mim e, então, eu perdia toda a vergonha e dir-te-ia quem sou, realmente. Eu sou do tipo de azul duma tonalidade como tu nunca viste, pinto duma só vez e sem que escorra sequer uma só gota. Que posso eu fazer?

Talvez seja um pouco ingénua mas perante ti quem não quer ser...

Dum azul como tu.

 

Um abraço...

shakermaker

 

para ver: Blue Velvet » David Lynch
para ouvir: Safe From Harm por Massive Attack em Blue Lines (1991)
blogjob por shakermaker às 00:00

ISOLAR POST | RECOLHER POST
De Mariana a 24 de Outubro de 2007 às 12:17
Gostei do texto em tons de azul.
Aguardo para outra oportunidade em que se fale de mulheres de olhos verdes, não são como o céu, mas verdes como a natureza, por vezes até o mar lhe apetece também ser verde.
Ficam as palavras a transpirar carinho e doçura, onde a cor não é relevante, mas a sensação e a emoção.
Muito bom.
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