Quarta-feira, 21 de Julho de 2010

penálti de cabeça #01

 

Depois do campeonato mundial de futebol dos grandes, estamos de volta ao campeonato nacional de futebol dos pequeninos. E por falar em pequenada, André Villas-Boas já é (mesmo) treinador do Porto. Sim, só agora é que está oficialmente autorizado pela Liga pois faltava ainda a assinatura de um dos encarregados de educação. Por ser "menor", era necessário o consentimento do seu pai. Ao que consta, este ainda não tinha superado o desgosto por o seu filhote André estar de saída de casa dos seus pais tão novinho para ir morar no Porto. Mas parece o senhor se mentalizou e agora, finalmente, autorizou (!)

 

No Benfica, Jorge Jesus finalmente acertou na cor da tinta do cabelo. Afinal é mesmo Garnier Nutrisse nº81 / Louro Claro Cendré, que lhe acentua mais as nuances, ao invés do Lóreal Excell`10 Tom 5.3 / Castanho Claro Dourado que lhe deixava as pontas espigadas. Jorge Jesus está muito mais confiante (se é que isso é possível) e até já declarou: “ – Agora eu ter uma nova táctica que é lavar o cabelo de 15 em 15 dias com Fructis Color Resist antes de pintar-lo." (!)

 

No Sporting, aposta-se forte na agricultura transgénica em vez da agricultura biológica depois de terem descoberto que os pomares de Alcochete afinal davam maçãs podres. O que não foi impeditivo de fazer um bom negócio ao leiloar João Moutinho pela melhor oferta. Convenhamos que 10 milhões de euros por uma (apenas uma) maçã podre foi mais rentável que qualquer leilão da Christies. Além disso, em troca ainda recebeu um jogador de merda que muita falta vai fazer para adubar e estrumar as terras férteis do centro de estágio. Ou seja, mais um grande negócio de José Eduardo "Leslie Nielsen" Bettencourt que não pára de nos surpreender com o seu mais recente êxito: “Aonde É Que Pára O Sporting?”. Bem, no ano passado parou pelo 4º lugar (!)

 

Para finalizar, os dirigentes das ligas e dos clubes de futebol da Europa estão preocupados com a séria possibilidade das vuvuzelas serem adoptadas pelos adeptos europeus. Não acho que seja caso para tanto, assim como penso que se exagerou nas críticas às vuvuzelas. Eu não gosto, e acho insuportável, mas há que respeitar a cultura e tradição dos povos. Afinal, é o povo que paga a bola. Para mim, a vuvuzela é como a masturbação: só dá prazer a quem toca!

 

Um abraço...

shakermaker

 

para ver: The Game » M. Douglas/ S. Penn
para ouvir: The Afternoon`s Hat por ArcticMonkeys em My Propeller (2010)
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Segunda-feira, 19 de Julho de 2010

café puro

 

De manhã,  ao acordar,  com a cabeça ainda a tilintar,

o sol teima em entrar pela janela para me incomodar.

Ainda não percebi bem em que estado é que eu estou,

nem onde tudo ontem começou e depois hoje acabou.

 

Penso que com a idade deixei de suportar a claridade,

e por mais que queira levantar-me não tenho vontade.

Seria bom que o dia esperasse e que estivesse escuro,

mas do que eu preciso urgentemente é dum café puro.

 

Um abraço...

shakermaker

 

para ver: The Hangover » Cooper / Helms
para ouvir: Morning Is Broken por Lloyd Cole em Bad Vibes (1993)
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

mais (es)perto da estupidez

 

Tal como os balões, flutuamos pelo ar – cheios de esperanças e sonhos. Com o passar do tempo, e quando nada acontece como esperávamos, tornamo-nos cépticos e apreensivos. Aprendemos a esperar, assustados: com o que pode acontecer ou com aquilo que não acontece. Ficamos pendentes, por isso: não sejamos estúpidos! Como? Não tendo medo de ser estúpidos. A intermitência das possibilidades é o nosso maior flagelo porque o mundo está cheio de gente esperta à descoberta de não sei bem o quê para acertar em nada que se veja. A gente esperta faz todo o tipo de coisas espertas, o que – só por si – é uma grande esperteza. Os espertos são tipos certos que fazem coisas certas, do tipo espertas. Os outros? Os outros são estúpidos. A estupidez marca a diferença entre aqueles que fazem de forma diferente aquilo que toda a gente faz igual. É como uma filosofia de vida mas sem a parte de pensar muito no assunto. Simplificando, digamos que é ser diferente. Estupidamente diferente. Diz-se que os espertos têm mais “miolos” mas os estúpidos têm muito mais “tomates”. Os espertos reconhecem as coisas como elas são, enquanto os estúpidos vêm as coisas como elas deviam ser. Os espertos criticam o que os estúpidos desafiam, mas os estúpidos criam o que os espertos copiam. A verdade é que se não tivéssemos pensamentos estúpidos não teríamos ideias parvas. Mas seriam essas ideias assim tão parvas que não valesse a pena tentá-las? Não, porque seria pouco esperto não ter sequer ideias nenhumas, ainda que estúpidas. Os espertos engendram planos ao pormenor: têm o plano A e até o plano B. Os estúpidos não planeiam nada mas assumem o risco A, o risco B e todos os riscos que sejam necessários para executar o plano que não têm. Os espertos jogam pelo seguro pois têm medo de falhar (!)

 

Os estúpidos sabem perfeitamente que os seus falhanços são fruto da sua estupidez e não da sua esperteza pois mais estúpido seria falhar sem sequer tentar acertar. É impossível determinar que uma pessoa é estúpida só porque comete actos estúpidos pois só alguém muito estúpido é que cometeria tal estupidez. Ou seja, os espertos são todos aqueles que não se acham estúpidos e que têm pelos estúpidos a mesma compaixão que se tem por alguém que não é suficientemente esperto para perceber que afinal é mesmo estúpido. As pessoas espertas falam de tudo, enquanto os estúpidos nunca sabem de nada quando se quer falar de tudo. Mas para os espertos, falar dum assunto de cada vez é uma grande estupidez. Há quem diga que a esperteza é mais operacional e que a inteligência é mais estratégica. Mas afinal onde fica a estupidez? Precisamente no meio: naquela linha muito ténue que separa a razão de tudo o resto. Será razoável pensarmos que é melhor ser esperto do que estúpido porque aparentemente é uma escolha inteligente? Talvez. Mas será a escolha mais acertada? Não. O avolumar da estupidez acumulada num só indivíduo é conditio sine qua non para que se torne naturalmente estúpido. Mas esta afirmação é tão verdadeira como poderá encerrar em si outra grande estupidez. Vejamos: temos o estúpido natural (nasceu assim, coitado); o estúpido circunstancial (passou-se da cabeça, coitado); e ainda o estúpido conjuntural (foi sem querer, coitado). Todos nós, mais ou menos inteligentes, não somos suficientemente espertos para conseguir evitar sermos estúpidos (!)

 

Um abraço...

shakermaker 

 

para ver: Dumb & Dumber » Carrey/Daniels
para ouvir: Dumb por Nirvana em In Utero (1993)
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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

do caixão ao berço

 

Do ponto de vista dum conceito de vida parece-me até fugaz. Afinal, é como viver ao contrário. Porém, não deixa de ser uma impossibilidade plausível de ser desejada ou, se tal fosse possível, ser experimentada. Na verdade, todos gostamos de quebrar algumas regras: não porque realmente acreditamos no "fazer à minha maneira" mas porque gostamos de ver o que acontece quando algo é feito duma maneira diferente. Quando vi pela primeira vez "O Estranho Caso de Benjamin Button", gostei do conceito do filme, da sua ideia base, e da perspectiva que nos dá sobre alguém que – tal como é dito na primeira frase – nasceu em circunstâncias pouco usuais. Acompanhar uma vida de trás para a frente, sobre um ser humano que regride na idade, provoca-nos – no mínimo – alguma curiosidade. Talvez por isso, e por mais mórbido que isto possa parecer, eu gostava de nascer morto. Sim, morto e enterrado. Calma, morto mas pronto a acordar. Soa algo estranho: um tipo morto acordar, mas há que quebrar regras. E esta ainda é só a primeira! A seguir, em vez de nascer dum ventre, gostava antes de nascer dentro dum caixão. Que estivesse sob uma campa no fundo duma cova. Gostava que alguém me exumasse, mas com cuidado pois eu já sou velho! Depois daquela lamechice toda em tirar fotografias com o velhinho, gostava de ser internado nos cuidados intensivos. Todo entubado, com fraldas, com algália, etc. Contudo, gostava de melhorar gradualmente: primeiro, na sala de recobro, e depois nos cuidados paliativos.

  

Gostava de ficar mais saudável a cada dia que passasse para depois receber "alta" e então internarem-me num lar. De preferência com bons aparelhos de fisioterapia para poder ficar rapidamente em forma. Depois levantava todas as minhas economias e comprava uma casa na "Santa Terrinha" e um Mercedes. A seguir, gostava de abdicar da minha reforma e começar logo a trabalhar. Enquanto despachava uns meros quarenta anos de trabalho, cada vez mais saudável e com mais genica, aproveitava para vender todos os meus bens. Todos, menos o Mercedes, pois vai-me fazer falta o banco de trás. Assim, teria mais dinheiro disponível para me embebedar com os amigos da faculdade e divertir-me com as amigas do liceu. Passava a ser cada vez mais promíscuo pois o tempo urge e estou quase a entrar para a preparatória. Então, e com muito menos responsabilidades, farei a primária para depois passar os dias que me restam a brincar – até entrar para o berçário. Aí, vou andar sempre ao colo o dia inteiro, e bastar-me-á chorar para alguém me alimentar, limpar ou reconfortar. Por fim, vou flutuar numa placenta só para mim, feita à minha medida e que aumentará a cada dia que passa enquanto eu vou encolhendo. E encolhendo. Passo de feto a óvulo fecundado, de espermatozóide a coisa nenhuma. Acabou! Assim se foi a minha vida ao contrário, e tudo o que resta de mim. Foi bom enquanto durou, mas agora irei desaparecer. Num orgasmo.

 

Um abraço...

shakermaker

 

para ver: (...) Benjamin Button » B.Pitt
para ouvir: Wake Up Dead Man por U2 em Pop (1997)
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

você bate no seu pc?!

 
O animismo faz-nos atribuir propriedades sobrenaturais aos animais – até mesmo propriedades humanas – mas também o fazemos com objectos materiais tais como os computadores. Sim, esses malvados que sabem exactamente quando é que vamos carregar no botão “guardar” e agilmente, um micro segundo antes, decidem crachar. Porém, não é de estranhar, pois os computadores foram criados por génios e depois lançados a idiotas como nós para nos fazer entrar em parafuso. O homem pós-paleolítico, com a sua ciência animista, limita-se a fazer uma dança tipo ritual à volta da criação do génio que acabou de entrar em colapso sem razão aparente. Uma dança com cânticos guerreiros tentando invocar alguma espécie de intervenção divina: “ – O quê!? Como é que foste capaz de me fazer isto?! Puta que te pariu! " Praguejar nem sempre funciona, sobretudo em questões de fé, mas no que toca a objectos, como os computadores, estes portam-se melhor quando lhes praguejamos. Sobretudo quando acrescentamos às nossas pragas uns tantos tabefes ou simples pancadas secas na estrutura do nosso PC. É desconhecida a psicologia do praguejar, embora diga-se ser uma forma de aliviar a tensão entre nós e os objectos que não nos respondem. Há que mostrar quem manda!
 
Não deixa de ser estranho que quanto mais alto praguejamos, mais depressa os objectos cedem. Assim como um espirro alivia o canal nasal, um insulto varre o córtex e deixa a mente mais capaz de lidar com os problemas entre nós e as tais máquinas. No entanto, se tivermos um ataque de fúria e pontapearmos o nosso computador como se não houvesse amanhã, não adianta praguejar pois as peças soltas ou danificadas não voltam ao sítio: pois isso seria cairmos no animismo fácil. O que nos poderia levar a acreditar em crenças pouco fidedignas sobre todo o tipo de coisas que nos rodeia. Ou seja, praguejar tem regras e não serve qualquer impropério, assim como dar pancada não pode ser levado à bruta mas sim com jeitinho. Todavia, antes de praguejar, bater e fazer trinta por uma linha aos seus objectos eléctricos ou mecânicos, nunca deixe que os mesmos se apercebam até que ponto tem pressa. Não é que os objectos se virem contra si ou que o firam, nem tão-pouco têm sentimentos. Porém, são caprichosos e demonstram-nos o quanto somos cobardes. Mais depressa descarregamos a fúria dando porrada aos nossos cônjuges, filhos e animais, do que o fazemos com os nossos objectos predilectos. Somos mais condescendentes quando nos sentimos impotentes (!)
 
Um abraço...
shakermaker

 

para ver: The Matrix » Fishburne/CA Moss
para ouvir: Electioneering por Radiohead em OK Computer (1997)
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Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

parebenizar & desvalorizar

 

Eu não preciso de vender a minha alma. É algo que já está em mim: eu sou adorado. Obrigado. Embora tudo tenha o seu preço, claro está. Porém, não vendo o corpo. Até porque agora vale um pouco menos: sim, faz hoje 34 anos.

 

Um abraço...

shakermaker

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