Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

toda a gente fantasia #02

 

Com que género de coisas fantasiamos? A paz no mundo? Não, a menos que sejamos um Dalai Lama, isso é demasiado utópico. Será que fantasiamos alcançar a fama mundial? Bom, podemos até fantasiá-lo mas a fama mundial pode ser tanto por aspectos negativos como positivos. Fantasiamos ganhar um Pulitzer, um Oscar, um Emmy, um VMA, um Bafta, um Nobel? Ou será que fantasiamos com uma mulher linda de morrer? Ou será com um homem bonito de pecar? Enfim, cada um tem a sua fantasia e na maior parte destas envolve alguém ou algo. As fantasias, contudo têm de ser irrealistas porque no momento em que as alcançamos ou conquistamos não as queremos mais. Então, para que as fantasias perdurem no nosso imaginário, o objecto do nosso desejo tem que permanecer inatingível. Na verdade, não é “aquilo” que nós queremos mas sim “aquilo” com que fantasiamos. Assim, o desejo sustenta as mais loucas fantasias. Nós apenas somos verdadeiramente felizes quando almejamos uma eventual felicidade, ainda que por alcançar: isto porque, a caça é sempre mais saborosa que a própria presa. Quando dizemos “cuidado com aquilo que desejas”, não o fazemos somente porque podemos realmente obtê-lo mas porque estamos condenados a desdenhá-lo mal o tenhamos. Viver segundo os nossos desejos nunca nos vai fazer felizes, por mais que pensemos sempre o contrário. Tudo bem, pode até distrair-nos do quotidiano mas não é nem nunca será a “nossa solução". Muitos homens suspiram por conhecer a Halle Berry, assim como muitas mulheres sonham cruzar-se com o George Clooney mas, e se os chegassem mesmo a conhecer?
 
Depois de algumas voltas ou mesmo dumas quantas cambalhotas deixariam de fantasiar com eles. Poderia continuar a desejá-los mas não mais fariam parte das suas fantasias porque estas têm que ser absolutamente imaginárias. A dura realidade deita por terra qualquer pura imaginação. O significado de ser-se plenamente humano é tentar viver com base em ideias ou ideais e não avaliar a nossa vida por aquilo que alcançámos em termos de desejos. Os nossos momentos de integridade, compaixão, racionalidade, e até mesmo abnegação, são a única forma de medirmos o significado das nossas vidas. Mas nunca o significado que as vidas dos outros têm para a nossa felicidade. Voltando ao inicio, afinal com que fantasiamos? Com tudo aquilo que não é imprescindível para a nossa felicidade embora julguemos sempre que o é. Só que desta forma desejamos tudo e todos: tudo aquilo que não temos mas gostaríamos de ter e todos aqueles que não conhecemos mas gostaríamos de conhecer. Vejamos, neste momento a minha maior fantasia é ter um Afghan Coat, isto falando em bens materiais; e gostava também de conhecer a Marisa Tomei por motivos pessoais. Eu disse pessoais, que fique bem claro, não obstante ser necessário haver prioridades nas nossas fantasias. Assim sendo, estou muito mais perto de alcançar o meu capricho concreto, até porque é indispensável mantermos uma fantasia quase impossível no topo dos nossos desejos. Por isso, querida Marisa Tomei, escusas de tentar comentar no meu blog – pois foi até por isso que prescindi dos comentários – nem vale a pena tentares adicionar-me no MSN ou enviar-me emails porque prefiro continuar a fantasiar contigo. Entendido? Vá, agora retoma o teu lugar nos meus desejos!
 
Um abraço...
shakermaker

 

toda a gente fantasia #01

 

para ver: My Cousin Vinny » Pesci /Tomei
para ouvir: High Horse Lady por Oasis em Dig Out Your Soul (2008)
blogjob por shakermaker às 00:00

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