Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

onde está a minha mente?

 

Numa primeira análise, podemos dizer que a mente é uma função do corpo e, por conseguinte, morre com este. Mas sendo uma função exclusiva do corpo, então obedece às leis físicas do Universo e, assim sendo, caso tivéssemos os dados exactos sobre qual será o estado inicial do cérebro ou conhecêssemos plenamente como se processa o seu funcionamento, poderíamos saber quais as suas capacidades reais de armazenamento ou até mesmo a sua velocidade de processamento. Porém, pouco ou nada sabemos sobre a nossa mente: de facto, pressentimos que temos alguma coisa dentro das nossas cabeças mas não sabemos exactamente o quê. Mesmo os indivíduos que dizem ter uma boa memória, não sabem se acumulam tanta informação apenas porque têm mais espaço vago dentro das suas mentes. Já os pobres de espírito, também conhecidos por estúpidos ou imbecis, deparam-se com um problema ainda maior: mas que raio é essa coisa da mente que aqueles espertos tanto falam? Todavia, além da capacidade da nossa mente, importa também saber com que velocidade se processam os nossos pensamentos. Sabemos que sempre que a nossa mente pensa em algo para o nosso corpo fazer, esse comando é-lhe enviado através do nosso sistema nervoso. No caso dum corpo falecer, pouco ou nada sabemos em que estado fica a nossa mente. Será que também morre? Será que fica para sempre encalacrada nos nossos cadáveres? Ou será que uma mente pode existir sem um corpo? Se assim for, a nossa mente é em tudo parecida com um qualquer disco rígido que tenhamos em nossas casas. Neste caso, talvez não fosse má ideia arquivarmos tudo aquilo que sabemos em documentos Word nos nossos computadores pessoais – assim como poderíamos arquivar também tudo aquilo que gostaríamos de saber mas não tivemos tempo para aprender antes de morrer – e dessa forma ficávamos com a nossa mente arquivada postumamente. Na verdade, se todos soubéssemos como funciona realmente a nossa mente, nem seria de todo necessário eu estar aqui a escrever este post: afinal, se assim fosse, saberiam exactamente em que estou a pensar neste momento. Logo, tudo seria por demais previsível: só que o mais curioso em toda esta questão, é que nem eu próprio sei onde quero chegar com toda esta lenga-lenga. Onde está afinal a minha mente, agora que penso nisso enquanto escrevo isto? Não sei! Sendo assim, talvez seja melhor escrever tudo aquilo que sei, ou que ainda não sei, numa simples pen-drive. Uns meros 250MB devem chegar... Ou 300MB, vá lá...

 

Um abraço...

shakermaker

 

para ver: MichaelClayton » GeorgeClooney
para ouvir: Where Is My Mind? por The Pixies em Surfer Rosa (1988)
blogjob por shakermaker às 00:00

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25 LINCHAMENTOS:
De Erotic Spirit a 21 de Fevereiro de 2008 às 01:48
Great choice of movie - truly a great!
:)
De noivo a 21 de Fevereiro de 2008 às 10:42
a vantagem é que temos discos expansíveis:)
De Amanda a 21 de Fevereiro de 2008 às 13:43
Shaker ,
não te preocupes se não sabes onde está a tua mente pq o q importa é o q tens lá dentro armazenado. E tu bem sabes q tens uma mente recheada de boas ideias, mesmo q algumas sejam meio malucas lol , q são prova da tua inteligência!
Beijo,
Amanda
De Social mas Light a 21 de Fevereiro de 2008 às 16:15
Uma forma de armazenar a mente, já está em plena ultilização ---> O BLOG

Fica um belo registo de si.
Boa semana
Social mas Light
De candida a 21 de Fevereiro de 2008 às 18:32
pelos vistos a tua mente tá na pen :)
Seu maroto.!
De Alex a 21 de Fevereiro de 2008 às 19:43
Grande filme e grande música, parabéns pelo bom gosto.
:O)
De xupanupipi a 22 de Fevereiro de 2008 às 02:27
Mano, a tua mente não me desmente, está presa dentro da pen de familia que tem 1GB.Dado o espaço que as fotos q a velhota chama de "indecorosas" ser demasiado pouco resta. Logo não gastes espaço... é que eu também preciso do meu cantinho. Um abraço mano, e a velhota que me ligue...:-))PS- por falar em filmes, a tua amiga Soraia está mesmo bem...
De Sutra a 22 de Fevereiro de 2008 às 11:22
Todos temos a secção de arquivo e um armazenamento elástico :P
Cabe tudo o que queremos que caiba.

Bj doce
De cigana a 22 de Fevereiro de 2008 às 13:55
O pior é que noto cada vez mais que o meu disco rígido se vai enchendo e é pena não poder apagar parte do arquivo, tanto inútil como incómodo. É o mal dos discos rígidos, esta sua capacidade limitada...
De linfomaescrota a 25 de Fevereiro de 2008 às 10:19
água electrificada e muita psilocibiana ah mistura...

só o Todo é...


http://motoratasdemarte.blogspot.com

desancar shakermaker

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