Quinta-feira, 5 de Abril de 2007

um dado viciado

 

Não sei porque pensa ela que sou saboroso e até já tentou dar-me umas trincas. Tem calma mulher, não ranjas os dentes, não vês que há muito passei do prazo. Ela é daquelas que joga forte e feio usando logros, esquemas  e até artimanhas. Querida, podes rolar-me sobre o pano mas aviso-te que sou um dado viciado.

 

Sempre num corrupio e sem tempo a perder antes que o meu número se esgote. Por mais que apostes, caiem-te sempre os dois, os três, os quatros e os cincos. Como podes confirmar, sou um jogador profissional mas não te quero como parceira. Querida, podes rolar-me sobre o pano mas aviso-te que sou um dado viciado.

 

Sou o tal dos truques, das esquivas e fintas, passando por ti sem te dares conta. Vai devagar contigo, não insistas comigo, pode ser que tenhas alguma surpresa. Ergo as barreiras e meço as distâncias para que desistas de me tentar alcançar. Querida, podes rolar-me sobre o pano mas aviso-te que sou um dado viciado.

 

Tens que me lançar...

Tens que me lançar antes de apostar, querida

Tens que me rolar...

Tens que me rolar e eu deixo-te jogar, querida

 

Um abraço...

shakermaker

 

para ver: The Colour Of Money » Scorsese
para ouvir: Tumbling Dice por The Rolling Stones em Exile On Main St.
blogjob por shakermaker às 00:00

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8 LINCHAMENTOS:
De AOUTRA"EMPRUMADITA" a 6 de Abril de 2007 às 00:33
Olá Shaker -melhor sheik
Pois é... és um "um, dois, três, quatro, cinco"... fiquei a pensar como é que serias um seis? É que não mencionaste? Por isso dizes que és um fintas!!! Talvez, por isso deixaste o seis escondido no bolso das caças. Ora bem, esse local é insuspeito para esconder um 6... digamos que a forma dele é como uma arma fina, quando aponta ganha todos os jogos!!! (risos) Vês como sou batoteira?

Tens sempre uma idéias que "criativas"... tua cabeça não pára!!
Um abraço
De "EMPRUMADITA" a 6 de Abril de 2007 às 00:38
Olá Shaker -melhor sheik
Pois é... és um "um, dois, três, quatro, cinco"... fiquei a pensar como é que serias um "seis"? É que não mencionaste? Por isso dizes que és um fintas!!! Talvez, por isso deixaste o seis escondido no bolso das calças. Ora bem, esse local é insuspeito para esconder um 6... digamos que a forma dele é como uma arma fina, quando aponta ganha todos os jogos!!! (risos) Vês como sou batoteira?

Tens sempre umas idéias "criativas"... tua cabeça não pára!!
Um abraço
(Desculpa a repetição)
De AOUTRA a 6 de Abril de 2007 às 01:08
Sheik, li seu post sobre a composição da letra... gira!!! Até fiquei a pensar com seria ela cantada! Mas, mais curioso foi a cena do pé, num post muito mais abaixo. Com isso veio-me à memória uma história muito caricata que sucedeu com uma amiga minha. Sabe que alguns dos homens mais ricos de portugal, e eles são uma série deles, tem algumas taras escondidas. Um desses homens, ainda muito novo tinha por costume passear a pé nos dias de descanso por avenidas e etc. Um dia encontrou uma amiga minha, era verão e ela estava de sabrinas. A dita rapariga tem de facto um tornozelo sedutor. Este menino ao fintar os olhos nesta amiga, começou a ir muitas vezes ao sitio onde ela costumava estar. Foi se aproximando cada vez mais e mais. Um dia ela saiu mais cedo e tinha que ir apanhar um táxi, já que tinha o marido à sua espera no infantário onde tinha ido buscar a filha. Esperava por ela. Como as filas de transito são sempre enormes, nada melhor que adiantar logo a ida para casa e evitar duas vezes o inferno transito que se faz sentir ao final da tarde. Ora, nesse dia o dito senhor perguntou se ela não queria uma boleia, já que também estava de partida. A amiga, como já o conhecia, pensou que não teria mal nenhum pegar uma boleia. Lá foi no mercedes do dito cujo. Disse-lhe para onde ia, e ele disse que a levaria. pelo caminho começou a falar em pés. Disse-lhe que havia algum tempo que andava a observar os seus pés. Só tinha visto o tornozelo e estava curioso quanto ao todo. De facto os pés dela o inspiravam muito e o ponham louco.
A minha amiga começou a ficar assustada. Não estava preparada para aquela cena. Nunca lhe tinha passado pela cabeça. Começou a suar frio, enquanto ele desviara-se do trajecto. Comentava que queria ver o pé dela e que não serviria nada ela negar, porque iria ver o pé queria ela ou não. Cada vez mais assustada e fazendo um esforço para não o desmonstrar, disse-lhe que não o faria; o que ele respondeu que não, que teria que ver senão não iria para casa nessa noite. Resultado: à força de persuação do dito homem e com as portas trancadas do carro, obrigou-a a descalçar os sapatos. Dizia ele que só queria ver os pés e tocá-los e cheirá-los. Ora, ela pensou: bem isto é só mesmo os pés. Melhor descalçar e a cena pará já aqui. A todo o custo e pensando no que o marido lhe haveria de dizer, descalçou os sapatos e o homem entrou em órbita. Quase que desfaleceu diante da nudez dos pés. Foi conduzindo o carro completamente atracado aos pés dela em completo delirio que a levou ao destino. No fim de ter gozado a paisagem toda, pediu-lhe desculpa por tal e que não tinha o intuito de chocá-la, mas os pés eram uma espécie de visão para ele.
Quando saiu do carro, disse-me ela, tinha as pernas a tremer como varas verdes. Apanhou um susto de morte. Julgou que ele a raptaria. Quando chegou ao pé do marido contou o sucedido, e não lhe agradou nada o facto de ela ter aceite boleia.
Nunca mais ele passou no local onde ela costumava estar. Tomara, um homem de estatuto a fazer estas coisas pela calada da noite!! Imagino quantas ele não deve já ter feito o mesmo.
Eu fiquei de boca aberta quando ouvi isto e ainda para mais quem era. Não direi, como é óbvio. Mas, se ele há coisas lá há...

Abraços
De Morgaine a 6 de Abril de 2007 às 11:48
Caro Shaker... quando se dá lcença a uma mulher para o rolar sobre o pano, duvido que ela queira saber se o dado é viciado ou não. Sobretudo se ela for outro dado viciado. As noites são longas e passadas a rolar em cima do tapete dando de caras com os 1, 2, 3 ou tantos orificios consoante a sorte o permitir. Raios partam os teus textos, sabes dar a volta à cabeça com as múltiplas interpretações, ao gosto de cada um

Um abraço pa ti também
De nena a 6 de Abril de 2007 às 13:48
e também temos os dados adquiridos..
que eu saiba, o casino ainda é meu, desliguem as luzes e fechem as portas ao sair,..
tu Shaker,..ficas aí, precisas duma esfrega, tens pinta a mais, andas -me a dar cabo do negócio;..e das mesas de snooker..(acho que ficas melhor na parede..)
meninas..amanhã reabre a nova sala..tiro ao alvo.
(não há convites; é tudo á molhada e sem ordem de chegada)
e tu shaker;..shega-te aqui á parede..vamos lá esfregar essa pinta..viciada..
De Sílvia a 7 de Abril de 2007 às 20:52
Boa Páscoa! Nada de exagerar nas amêndoas!
http://www.sunshine.blogs.sapo.pt
De Cova do Sono a 8 de Abril de 2007 às 02:34
Permita-me a intrusão, mas andava por estas bandas - tenho ouvido conversas soltas e, assumo, ousado espreitar um dia e depois outro e outro... - e hoje aqui fica um sincero bem-haja ao excmo. Shaker. Afinal, não é todos os dias que encontramos esta frescura... (apimentada ?), estes inesperados e serenos arranjos de palavras que nos fazem desenhar leves e admirados sorrisos.
De Gala a 8 de Abril de 2007 às 23:58
tenho ke dizer isto , acho os comentários aos teus textos smp muito , digamos, interessantes :p
Wo Yeah!
ah...e tb é uma das minhas músicas preferidas lol
beijo*

desancar shakermaker

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