Quarta-feira, 21 de Março de 2007

(quase) toda a verdade #03

 

Sempre que os avistavam atracando os seus longos e imponentes drakares, as populações ficavam aterrorizadas. Era a debandada geral, um salve-se quem puder em busca dum esconderijo seguro. No entanto, nem todos conseguiam esconder-se e todos os que falhavam nas tentativas de se escapar eram barbaramente atacados. Eles incendiavam celeiros, pilhavam lojas, destruíam casas e afundavam os outros barcos. Era mais ou menos este o cenário de horror que deixavam os vikings por onde passavam. Estes nórdicos espadaúdos de cabelos loiros e bochechas rosadas eram considerados selvagens, cruéis e brutais. Ah, e também um pouco saloios! Por onde passavam, deixavam tudo virado do avesso, tal era a sua barbárie. Desde essa altura, ainda na Idade do Ferro, todos pensavam que a razão de toda esta fúria viking se devia ao facto destes marinheiros de águas bravias serem vítimas de adultério. De facto, sempre se pensou que os vikings eram homens enganados pelas suas esposas e que cometiam atrocidades por estarem sedentos de vingança e absortos de raiva. – Oh shaker, e porque é que se achava que os vikings eram cabrões? Isso é simples... Porque ostentavam nos seus elmos, vulgo capacetes, um imponente par de chifres. – Mas shaker, não seriam antes um grande par de cornos? Nada disso! Eram mesmo chifres porque na verdade os vikings não eram maridos enganados pelas suas esposas. Se assim fossem, então teriam mesmo uma parelha de cornos. Porém, a verdadeira razão porque os vikings enfeitavam os seus elmos com chifres era mesmo por causa do adultério, mas ao contrário. Sim, os vikings além de fazerem muitas maldades a tudo e a todos, tinham um gosto especial por engatar mulheres alheias. Entenda-se por engatar, uma tomada à força dum corpo feminino. – Oh shaker, não quererás dizer antes violação? Calma! Naquela Era, as próprias mulheres consideravam-se propriedade dos homens, a menos que estes as trocassem por um fardo de palha. Ou dois. Além disso, as mulheres do sul da Europa sempre gostaram do charme dos vikings, principalmente da forma garbosa como cuspiam para o chão. – Mas shaker, para que serviam afinal os capacetes com chifres? Eu explico. Depois dos vikings se divertirem com as mulheres dos outros, cada abusador enfiava o elmo dos chifres na cabeça dos respectivos maridos traídos. Então, neste processo de condecoração, o que até aqui era um capacete com chifres na cabeça dum viking passou a ser um par de cornos na cabeça dum cabrão. Perdão, dum senhor cuja esposa o traiu, ainda que quase, quase obrigada. Segundo algumas lendas nórdicas, os maridos enganados eram obrigados pelos vikings a desfilar com os ditos enfeites na cabeça. Era o chamado: desfile dos cornudos. Em suma, os vikings partiam da Escandinávia com chifres na cabeça e voltavam do Mar Báltico de cabelos loiros ao vento. Dizem que este processo também servia para equilibrar o peso da carga nas viagens dos drakares pois estes saíam carregados de capacetes com chifres e voltavam repletos de material roubado. Ainda segundo algumas lendas nórdicas, foi a partir destes eventos que se passou a conotar um par de cornos com adultério. A isso também se deve a perversidade do mais famoso viking da Gronelândia, de seu nome Erik, o Vermelho, quando ordenou o encurtamento de todas as portas na Normandia só para humilhar os cornudos. – Oh shaker, esses vikings eram mesmo uns grandes sacanas, não eram? Não é bem assim... No fundo, eles apenas gostavam de regabofe e muita galhofa!

 

Um abraço...

shakermaker

para ver: Body Double » Brian dePalma
para ouvir: Ten Storey Love Song por The Stone Roses em Second Coming
blogjob por shakermaker às 00:00

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7 LINCHAMENTOS:
De Daniela a 21 de Março de 2007 às 11:23
Oh Shaker, como é que tu sabes tanta coisa sobre cornos e outros afins?
De Morgaine a 21 de Março de 2007 às 18:21
De tomates a buracos, passamos aos cornos;Onde é que andei estes anos todos quando tenho aqui à frente uma enciclopédia ambulante?
Erik o vermelho lá sabia o que fazia ao mandar encurtar as portas; era mais para impedir as donzelas de lhe assediarem os filhos lindos, o mais conhecido e bonitinho de nome Leif Ericksson; dahh as gajas até engravidavam para segurar o jovenzinho. Os vikings das terras das uvas eram fieis às mulheres; só queriam saber do vinho.Os capacetes com cornos serviam para arrear nelas com mais força.Não me digas que também tens um????
De XNP a 21 de Março de 2007 às 19:25
Hello mano! De quando em vez passo por cá... Sempre igual, não há duvidas que saiste à velhota, lolololl.Continuo a pensar o mesmo de sempre, tenho um mano à maneira. Um abraço e até um destes dias.
De cigana a 22 de Março de 2007 às 00:05
Olha o notável contributo que os vikings deram para a história, qual seria o símbolo se não fossem eles? Dá que pensar! Eles ao menos perdiam-nos pelo caminho e voltavam muito mais leves. Devia haver uma campanha para cruzeiros no Báltico...
De zeze a 22 de Março de 2007 às 00:08
Olá Amigo

Quanto aos Vikings imagina então se tivessem internet ! Passa pelo meu blog e vê o resultado que era!

Um Abraço
De nena a 22 de Março de 2007 às 01:40
tive todo o dia pa pensar o que pôr aqui; rimas era fácil,..num istantinho; mas entretando a noite foi-se esticando e fiquei macia..,cornos, não;..hoje naõ me apetece..são duros, feios, inestéticos e devem custar bué a cagá-los;..os mans também não, eram brutos, feios e maus; e cuspiam no chão; e mais não sei quê..a história tem o seu contributo; contribuindo tu desde já com 1 parcela extremamente divagável e elucidativa;..talvez por isso, e porque estou macia vou falar-te de testas, meios palmos..onde te enseres.
tens uma testa altiva, elucidativa,eficáz,e demasiadamente extensa. não te falta nada, não precisas nada. só o que te apetece no momento. feflicto-me nela. és brilhante. então, dorme bem
tens dois palmos de testa.
De Marisa a 22 de Março de 2007 às 12:12
Hey hey Vicky, hey Vicky hey...
Caro Shakermaker, como sempre inigualável, de uma cultura invejável.
É sempre um prazer passar por cá e lê-lo.

Um abraço, Marisa.

desancar shakermaker

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