Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

iluminação

 

Será possível um indivíduo pensar numa coisa sem saber que está a pensar nela? É. Mais do que isso: a actividade não consciencializada, ou seja, o subconsciente do cérebro, desempenha por vezes um papel assaz importante na vida. Aliás, estas palavras: "trabalho subconsciente do cérebro" devem ser precisadas. Na nossa cabeça, os processos intelectuais podem decorrer a dois níveis O primeiro corresponde ao raciocínio em que podemos seguir o desenrolar dos pensamentos na sua sequência (e até mesmo coerência). Já o segundo: é a actividade cerebral subconsciente – a qual não nos permite acompanhar todo o processo intelectual – pois apenas o resultado final nos é entregue pelo cérebro. Isto é: entregue à nossa consciência já em forma de ideia acabada. É precisamente isto que se pode chamar de iluminação. Por exemplo: quando somos questionados sobre porque tomámos uma decisão em vez de outra – podemos sempre dizer que decidimos sem pensar – ou porque não tivemos tempo, ou porque não quisemos pensar muito no assunto, ou ainda porque não nos ocorreu uma decisão melhor do que essa. Porém, também podemos dizer que seguimos a nossa intuição. Ora, a intuição não provém do nosso consciente mas sim do subconsciente. E assim, o nosso subconsciente, não nos permite pensar muito nos assuntos, sobrepondo-se a uma possível, mas não tentada, tomada de consciência. Digamos que é uma via alternativa, embora a mais simples. Contudo, quando tomamos uma boa decisão baseada apenas na nossa intuição, a isso chama-se iluminação. Convenhamos que para ter um pensamento iluminado não é preciso ser inteligente ou um grande pensador. Aliás, a iluminação é somente um momento. Um suposto iluminado é alguém que decide em cima do joelho e que não pára para pensar. Ou que decide de tal forma que jamais poderá voltar atrás. Há ainda quem ache que a iluminação é como um sexto sentido – ou o mais alto grau do pensamento humano – no qual se ligam todos os conhecimentos adquiridos durante a vida, tanto patentes da nossa consciência como infiltrados furtivamente na subconsciência. Posto isto, podemo-nos bem esquecer do que lemos nalguns livros, ou dalgumas matérias ensinadas na escola, porque uma boa parte da nossa razão provem-nos dessa iluminação (!)

 

Um abraço...

shakermaker

para ver: The Shining » Stanley Kubrick
para ouvir: Beginning To See The Light por Lou Reed em VelvetUnderground
blogjob por shakermaker às 00:00

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6 LINCHAMENTOS:
De Fallen Angel a 2 de Março de 2007 às 10:56
Passei para desejar um excelente fim de semana e dizer que minha pessoa está bem.
Beijocas fofas
De HornyMeUp a 2 de Março de 2007 às 23:01
Pois, isso é o q a psicologia denomia de conhecimento por insight. Perante um problema cuja resoluçao n alcançamos, esta pode surgir sem estarmos no momento a pensar no mm conscientemente. Apenas surge.
De cigana a 3 de Março de 2007 às 00:30
Achei muito interessante esta análise ao nosso cérebro. Diz-se que pensamos com o lado direito ou com o lado esquerdo do cérebro conforme sejam pensamentos rotineiros e automáticos do nosso dia a dia, ou sejam súbitas"lâmpadas de Ideias" que se acendem inesperadamente. O certo é que costumo ter essas ideias iluminadas de noite, em pleno sono, quando o meu cérebro deve estar praticamente off, e de manhã fico estupefacta como é que tal ideia não me tinha ocorrido antes. Felizmente, lembro-me dos meus sonhos e destas divagações nocturnas que o meu cérebro faz. Mas não em noites de insónia, aí nunca tenho ideias brilhantes!
Caramba, entre tantos séquitos & móinas que até me ficaram a doer os olhos, eu ainda não ganhei a honra, Sir Shaker?
De PrincesaVirtual a 3 de Março de 2007 às 23:16
Hmmm acho que tendo a concordar com alguns pontos de vista deste post...
Intuição é sem duvida iluminção ... e há quem a denomine de inteligência tb...
Uati éver ;)

Beijos SIR
De Mariana a 5 de Março de 2007 às 14:23
Iluminação, intuição, pensamentos (con e inconscientes), tudo num cérebro que funciona apenas a cerca de 1% (sic Manuel Damásio - o cientista, claro - daquilo que se conhece até hoje): isto é que é uma lâmpada (de Aladino). :-))
De contoselendas a 3 de Agosto de 2007 às 00:13
Eu acho que todos nós ao longo da vida e das nossas experiencias/ vivencias vamos recriando formas de pensamento que resultam em acções ou inacções. Consoante o tempo e a forma como avaliamos a realidade depende o sucesso das nossas acções. Muitas vezes porque somos optimistas o nosso cérebro reage tão rapidamente que tudo parece instintivo.
Parabens pelo teu Blog

desancar shakermaker

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