Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
a parebenizar o desvalorizar

 

Eu não preciso de vender a minha alma. É algo que já está em mim: eu sou adorado. Obrigado. Embora tudo tenha o seu preço, claro está. Porém, não vendo o corpo. Até porque agora vale um pouco menos: sim, faz hoje 34 anos.

 

Um abraço...

shakermaker



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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
bamboleo, bambolea

 

Por razões relacionadas com o facto de darem à luz, as mulheres possuem ancas bem mais largas que as dos homens, sendo também maior a zona entre as pernas. Isto significa que, sempre que uma mulher caminha, o faz com um acentuado movimento de bambolear que sublinha a zona pélvica. Os homens não conseguem caminhar desta maneira, pelo que este se torna igualmente um poderoso sinal de diferenciação sexual. Fica igualmente explicado por que razão poucas mulheres obtêm bons resultados nas corridas de atletismo, pois as suas ancas mais largas fazem as pernas deslocarem-se mais para os lados quando correm. Excepto se for alguém como a Caster Semenya que nem é carne nem é peixe mas antes “híbrida”. Bambolear as ancas é um dos mais subtis gestos de cortejo feminino, utilizado há séculos para publicitar bens e serviços. Lembram-se dos anúncios do gás butano? Ui... Grande bilha! As mulheres que vêem estes anúncios sentem o desejo de ser semelhantes à modelo representada – o que resulta numa maior notoriedade do produto anunciado. Ou seja: quanto maior é o pacote, então melhor é a embalagem. Ora, até a medicina nos mostra que uma mulher com um excelente estado de saúde, e uma probabilidade máxima de dar à luz com sucesso, possui um rácio “cintura-ancas” de 70%. Isto é, a sua cintura mede 70% da sua largura de ancas. E isso dá-lhe uma silhueta conhecida como “ampulheta”. Tem graça, rima e tudo! Na verdade, este é o rácio corporal que se revelou mais eficaz em termos de captar a atenção masculina. Em geral, os homens começam a perder o interesse quando esse rácio excede os 80% – mas só o perdem por completo quando o rácio atinge os 100%. Porém, logo que o rácio seja inferior a 80%, os homens interessam-se novamente. E para isso contribui esse velho truque feminino que consiste numa certa inclinação pélvica, aquando de pé. Todavia, este rácio “cintura-ancas” nada tem a ver com o peso. Ou seja: uma mulher mais avantajada, tendo o tal rácio de 70%, também consegue fazer os homens virar as cabeças quando passa. O mesmo acontece com uma mulher mais escanzelada. Sim, porque mesmo que as mulheres não tenham o rácio exacto, a maneira como mexem o rabo faz toda a diferença. Sem exageros, subtilmente. Assim sendo, o que importa é andarem por aí bamboleando-se (!)
 
Um abraço...
shakermaker

 


para ver: Los Abrazos Rotos » Almodóvar
para ouvir: She Bangs The Drums por The Stone Roses (1989)

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Sábado, 19 de Setembro de 2009
mini-post #03

 

O planeamento (e a alteração dos planos); a decisão (e a sua preocupação); os custos já orçamentados (e os pagamentos  já atrasados); os telefonemas constantes (os enguiços repetidos); a gestão do tempo (o cansaço do trabalho).
 
Um abraço...
shakermaker

 


para ver: He Was A Quiet Man » C. Slater
para ouvir: Climbing Up The Walls por Radiohead em OK Computer (1997)

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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
videoclip #05

 

Mais uma vez, os Oasis acabaram. Desta vez é que é! Ou melhor: da outra vez é que foi. Ou será que desta vez é que vai ser? Não sei, e na verdade pouco importa. Afinal, já são sobejamente conhecidos estes atritos entre os manos Gallagher e a razão é sempre a mesma: os manos discutem. Há irmãos que se chateiam só porque o mano mais novo mexe nas coisas do mano mais velho. Outros irmãos aborrecem-se porque não querem partilhar o mesmo quarto. Há ainda irmãos que até se confrontam por causa das namoradas e ainda outros manos que lutam para ter atenção das suas mamãs. Ou seja, o que não faltam são motivos para verdadeiros irmãos de sangue se gladiarem até ficarem em carne viva. Logo, não é de estranhar que os manos Gallagher – que até já têm idade para ter juízo – discutam sobre aquilo que têm em comum:  uma banda.
Meus caros, e que banda! Por isso, que se lixe! Se querem acabar, acabem! Fica a música, que é sempre o mais importante, mas também um legado que porventura no futuro será mais apreciado e até aproveitado. Quero lá saber! Eu tenho os discos, muito material gravado e a recordação de dois concertos: ambos tão extremados, tal e qual a sua irmandade. Se em 2000, a primeira impressão foi má; em 2008, a última impressão foi muito boa. Mas acima de tudo, eu gosto da música. Os Oasis foram sempre uma banda que oscilaram entre bestas e bestiais, porém muitos reconhecem-lhes um enorme talento: umas vezes desperdiçado assim como um copo entornado, e noutras tantas consagrado tal como um cálice brindado. Assim sendo, quer o mano Noel faça as pazes com o mano Liam, ou o irmão do Liam faça tréguas com o irmão do Noel, o que importa é a música! Por isso, aqui fica uma recordação em jeito de celebração para quem gosta – ou detesta. Ou até não se importa, como eu.
 
Um abraço...
shakermaker

 

videoclip #01

videoclip #02

videoclip #03

videoclip #04

 


para ver: IngloriousBasterds » Tarantino
para ouvir: I`m Outta Time por Oasis em Dig Out Your Soul (2008)

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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
mini-post #02

 

Se por acaso este fulano necessitasse dum esconderijo, eu dava-lhe guarida. Eu respeito os que andam a monte sem sentença para cumprir, mas que pela força das circunstâncias estão obrigados a fugir. As causas têm as suas razões.
 
Um abraço...
shakermaker
 

para ver: Born To Kill » Stanley Kubrick
para ouvir: Wanted Man por NickCave&TheBadSeeds em The Firstborn Is Dead

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
saturday night sweat

 

Neste sábado à noite, finalmente fui a uma festa da M80. Foi assim uma coisa não planeada mas já que me encontrava perto a jantar e até me ofereceram um convite, então lá fui. Primeira impressão: mesmo muita gente. Não só a caminho da festa mas um pouco por todo o lado ao longo da Baía de Cascais. Segunda impressão: havia gente acabada de sair do armário e outros tantos acabados de sair do baú. Havia gente de todas as idades – alguns vestidos a rigor – mas acima de tudo havia malta bem-disposta e com disposição para dançar. Terceira e última impressão: uma festa mal organizada num espaço mal escolhido. Imaginem uma espécie de “caixa” com duas míseras entradas de ar  (as portas) e centenas de pessoas a dançar. Sem ar condicionado nem ventilação adequada. Num extremo do recinto havia um bar – onde os mais destilados se serviam – e no outro extremo um local para pagar, onde muitos se amontoavam. O ambiente era abafado e o suor escorria pela face dos mais resistentes, enquanto outros procuravam desesperadamente ar puro fora da “caixa”. Não aguentei sequer uma hora pois aquilo estava mesmo impossível: o que foi pena pois a música estava excelente. Eu gosto de dançar mas não a destilar. E eu até tinha um novo passo de dança – o sempre em pé – tão giro...
 
Um abraço...
shakermaker

 


para ver: LaRevanchaDelTango » G.Project
para ouvir: Dance Away por Roxy Music em Manifesto (1979)

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